No palco partido do tempo,
onde luz e sombra se cruzam,
erguem-se figuras opostas,
mas unidas no silêncio.
Ele, com caos ao redor,
uma tempestade vermelha,
carrega nas linhas do corpo
a marca de guerras internas.
Ela, sereno espectro azul,
como vento que nunca cessa,
move-se entre espelhos quebrados,
refletindo o que não confessa.
Entre eles, o abismo brilha,
um espaço de dor e saudade.
Seriam adversários ou amantes?
Quem os conhece na verdade?
No encontro de suas essências,
surge a força que transcende.
Duas almas tão diferentes,
mas que o destino sempre prende.