Senhor Jesus,
nesta semana em que o tempo se curva ao teu amor,
eu caminho contigo,
entre a mesa, a cruz e o silêncio.
Tu te ajoelhaste —
não como rei distante,
mas como servo que toca o chão da humanidade.
E eu, tão cheio de mim,
ainda aprendo a descer.
Ensina-me, Senhor,
a despir o orgulho que endurece minhas mãos,
a inclinar o coração
até que ele reconheça o outro como irmão.
Que eu aprenda contigo
o gesto escondido,
o cuidado que não se anuncia,
o amor que não cobra resposta.
Na noite da entrega,
no pão partido,
no corpo doado,
revela-me o segredo da grandeza:
perder-se para amar.
E quando a cruz se erguer diante de mim,
que eu não fuja —
mas compreenda, em silêncio,
que amar é permanecer.
Em nome do Pai
Do Filho e
Do Espírito Santo
Amém.