Quando eu te vi pela primeira vez,
percebi que havia um mistério
entre nós dois,
algo que clamava por ser decifrado.
Notei que havia um espaço
lentamente se estreitando,
até desaguar no beijo
em nosso abraço.
Que abismo há dentro desse enigma
que brota em terra infértil?
E instiga?
Que vazio há? Que silêncio é esse
que insiste em fazer morada?
Perguntas que não chamam
a resposta
nesse mistério profundo
que vem, inunda,
passa, e atravessa.
E o silêncio... impera. E é
O que eu mais quero agora: o silêncio.