Ah, o grande amor da minha vida...
lua que não apaga, mesmo quando o céu fica cinza.
Você veio como brisa,
levou meu nome na boca,
deixou beijo no ar e ciúme no peito.
Hoje talvez poderia ser minha amiga,
mas decidi que não:
"e se", "por quê", "volta".
Teu riso era farol no breu,
teu silêncio, faca que não corta mais, só dói.
Meu grande amor,
não te peço mais nada.
Só que, no fim da nossa vida,
você aí e eu aqui,
quando nós nos voltarmos a olhar pro céu,
você ainda brilhe –
não pra mim,
mas pra você mesma.
(porque amor que poderia ter virado amizade
era estrela que não caiu.
Nem mudou de órbita.)